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 Rijk Zwaan

 

 

 

Infraestrutura de telecomunicações e mão de obra são desafios para agricultura digital

Conectividade no campo é deficitária e há carência de profissionais que saibam transformar os dados em conhecimento que auxilie a tomada de decisão

 

O mercado de Tecnologia da Informação (TI) voltado para a agricultura passa por um verdadeiro “boom” de softwares, start-ups e novos negócios. De maneira geral, os principais serviços se concentram em plataformas de gestão operacional, administrativa e de e-commerce, bem como em soluções de coleta e monitoramento de dados extraídos do campo, que após análises sugerem recomendações de proteção de cultivo e de plantio. É o caso, por exemplo, dos sistemas de agricultura de precisão que apontam locais, quantidades e períodos mais indicados para aplicação eficiente de insumos na lavoura.

No entanto, problemas relacionados à infraestrutura de telecomunicações no campo e pouca mão de obra digital qualificada são desafios para o avanço da TI aplicada ao dia a dia da agricultura. Este foi o alerta dado por Reinaldo de Bernardi, diretor do Centro de Inovação no Agronegócio (Ciag), em evento sobre Internet das Coisas (IoT), que se encerra nesta sexta-feira (02), em São Paulo (SP). Organização sem fins lucrativos estabelecida pela Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, com apoio da Intel e Jacto, o Ciag atua com pesquisa & desenvolvimento no universo da agricultura de precisão, com foco cada vez mais em soluções digitais.

Segundo Bernardi, o ambiente de conectividade no campo é deficitário, como, por exemplo, a falta de antenas, o que acaba dificultando de sobremaneira os processos de TI na agricultura. No tocante ao desafio de mão de obra qualificada, o executivo pontuou que a TI gera um volume significativo de dados, mas há carência de pessoas que saibam o que fazer, que deem sentido às informações. “O mercado precisa de gente que saiba lidar com os dados, que consiga interpretá-los”, ressaltou Bernardi, acrescentando que a tendência é que este profissional tenha um perfil hibrido, conhecedor de agronomia e de ciência de dados aplicada aos negócios. Neste aspecto, o executivo adiantou que a Faculdade de Tecnologia (Fatec) Shunji Nishimura, localizada em Pompeia (SP), vai lançar em 2017 um curso de “big data” no agronegócio.

De acordo com Bernardi, a expansão da agricultura digital vai requisitar, ainda, um maior compartilhamento de dados entre os produtores em favor do bem comum, o que, segundo ele, demanda um processo de aceitação e convencimento relacionado a “abrir informações”. Ademais, na avaliação do executivo, a agricultura digital baseada em soluções em nuvem é que a tornará mais acessível aos pequenos produtores.

 

Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/tecnologia/2016/09/05/infraestrutura-de-telecomunicacoes-e-mao-de-obra-sao-desafios-para-agricultura-digital.html

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