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 Rijk Zwaan

 

 

 

Agricultores de Biritiba investem na produção de hortaliças processadas

Mais de 40 mil pés são colhidos por semana. Processo evita estresse das verduras.

 

Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano, com informações da TV Diário

 
Dois agricultores de Biritiba Mirim resolveram investir na produção de hortaliças processadas. Apesar da recessão econômica, a intenção dos sócios é se preparar para atender os clientes quando a economia voltar a crescer.

A área da plantação é de 12 hectares e mais de 40 mil pés são colhidos por semana, de 12 variedades diferentes de hortaliças. Há sete meses um galpão foi construído para processar parte da produção.

A mercadoria colhida no campo primeiro é desfolhada e na sequência mergulhada por sete minutos numa solução com cloro específico para alimentos.

Os funcionários depois lavam as hortaliças em chuveiros. É um trabalho delicado ainda mais quando se trata da alface americana que não pode quebrar durante o processo. Logo após essa primeira etapa, as caixas vão pra uma segunda sala onde acontece uma nova fase de higienização. “Aqui elas ficam na imersão por sete minutos. Se antes algum bicho ou sujeira não saiu, ela acaba saindo aqui com os jatos de água”, explica o encarregado, Ricardo de Oliveira dos Santos.

Todas as caixas ficam em cima de palets, conforme a regra da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. As hortaliças limpas vão para centrífuga onde a água em excesso vai embora.

O produto final é embalado, etiquetado e levado para uma câmara fria com temperatura que varia de 8 a 6 graus. O motorista do caminhão é quem pega a mercadoria pra fazer a distribuição do produto que nesse processamento tem a vantagem de não passar por stress que desvalorize as hortaliças. “Toda a verdura que é colhida, ela não passa por logística”, explica o agricultor Stevan Wirthmann.

Estevan tem um sócio, Cláudio Makoto Kikuti, que tem produção de hidropônicos. Parte da mercadoria que ele produz também é processada no novo galpão dos agricultores. “Nós temos a produção de rúcula e salsa e outras hortaliças que possam ter problema no sol”, conta.

No último ano, os sócios visitaram propriedades que já trabalham com processados e foram também em várias feiras para pesquisar as máquinas que poderiam usar no galpão. A ideia do espaço surgiu num encontro de empresários que Cláudio e Estevan participaram.

Numa época de crise, os dois sócios vão na contramão de muitos que deixaram de investir. Isso porque no caso deles a situação do país fez com que se vissem obrigados a descruzar os braços. “A crise pode virar um período de criação de oportunidades de novos negócios. É uma fase difícil, mas é passageira”, conta Cláudio.

Os sócios não falam em números, mas sabem que vão demorar um pouco pra recuperar o investimento: no mínimo, 5 anos.

 

Fonte: http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2016/09/agricultores-de-biritiba-investem-na-producao-de-hortalicas-processadas.html

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